
Desde sempre teço palavras na busca de me compreender e fazer sentir aos outros ao que vai a vida.
Sou um ser convulso que, por não caber-se a bom jeito, transborda na observação do mundo, na lida dos outros, na pungência de sua dor. Dela não me sei fazer imune e por isso escrevo.
“Respiro” é o espaço que acolhe essas minhas vazantes e marés.

Uma senhora gorducha e atrevida, prepotente em ser quem é, anda a me sombrar e, fala-me a todo…

A mim coube, de sempre saber, que as casas têm respiração, pulsação e temperamento. Como tal, guardam um…

O navio que sou, faz-se sirene a ranger de madeirame castigado por ondas seculares. Naufrago? Fico. A bordo,…

o prato em sol e sombra mandala vazia vácuo, pouco, a vida os grandes pés engolidos de sombra…

Por léguas arrastava uma fome grande, de alma. Pensou – alma – guizo no pensamento, sofismou – mas…

Não dá para saber se João Peitó tinha o mundo dentro de si de tal sorte que dele…

Tua esperança, guardo entre meus seios Tece tua veste no meu corpo Teu alimento, semeia em meus cabelos…

O salão de dança de Monsieur Midou ficava numa ruazinha íngreme que, de súbito, se fazia aos olhos…

Minha vida é um monólogo que venho recitando para um teatro vazio. Ficção, pois que, nada daquilo que…